quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Escritores potiguares em ascensão: Stefany K.




Stefany K. nasceu em Natal/RN, em 21 de março de 1996. Dos 14 aos 17 anos, escreveu em sites de FanFiction. Em 2015, publicou O que sóbria não conseguiria dizer. Seu próximo livro, Até logo, Amora, tem previsão para lançamento em 2017. O PET Letras conheceu um pouco mais sobre essa escritora, seu processo de criação e o que move sua escrita. Confira:


Quem é Stefany K.? 
Devoradora de livros e autora problemática. 

Quando surgiu a paixão pela literatura? 
Aos 12. Sempre fui muito solitária, sem amigos, e muito caçoada na escola. Encontrei na biblioteca um mundo paralelo para não me perder de mim. 

Quais suas referências?
Brinco que Charles Bukowski é minha principal referência do que não escrever (risos), mas foi ele que me deixou atiçada a escrever mais “abertamente” sobre excitação, sexo e desejos no geral. Ana Cristina Cesar veio aos 14 anos, quando uma professora de literatura me presenteou com uma de suas poesias numa prova do segundo bimestre, fiquei encantada e logo procurei por mais e nunca a larguei. Jack Kerouac também me influencia bastante, mas para me aventurar na escrita de romances tenho a Julianna Costa como grande referência, suas personagens e enredo são únicos, empoderadores.

Sobre o seu livro O que sóbria não conseguiria dizer, como foi o processo de criação dele? Do que se trata? 
O que sóbria (como carinhosamente chamo) foi uma válvula de escape para mim. A maioria dos textos, crônicas curtas, foram escritos no avião enquanto eu estava indo para a Noruega, outros estavam nas notas do meu celular. Foi fácil, porque ali eu estava colocando para fora uma paixão mal resolvida, um término de relacionamento abusivo e outras histórias que eu havia escutado de relance estando em filas (banco, lotérica, padaria (risos). Não era intencional escrever para publicar, mas acabou acontecendo e fico muito feliz por ter se concretizado. Bom, como relato acima, o livro reúne textos e crônicas curtas sobre amores, desamores, desapego, tesão e o desespero do que não é correspondido.


Você está produzindo um romance lésbico, poderia falar um pouco dele?
Sim! Sempre tive vontade de escrever sobre esse tema (e outros também. Aguardem!), resolvi dar espaço para uma personagem que gritava em minha cabeça para contar sua história. Nesse livro conto a versão da Christine sobre seu romance com a Amora, que não pôde acontecer de fato pelo preconceito que a nossa sociedade ainda traz de maneira muito forte. No enredo trago o preconceito e machismo como crítica, dando espaço para que o leitor desconstrua pensamentos retrógrados. Ainda não dá para sair contando muito mais que isso, mas o lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2017. A editora também é meio que uma surpresa.

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