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sábado, 12 de dezembro de 2015

Visita ao município de Nísia Floresta



No dia 11 de dezembro, visitamos a cidade de Nísia Floresta. Começamos a visita pelo famoso Baobá, árvore centenária, cuja semente foi trazida por escravos vindos da África; - a árvore possui um tronco bem robusto, com uma circunferência de muitos metros.
Em seguida, fomos à Igreja de Nossa Senhora do Ó, construída em meados do século XVIII. Relatam alguns populares que a imagem da santa apareceu boiando em um buraco que hoje existe dentro da igreja. Visitamos o túmulo de Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810-1885), escritora que, desde 1948, empresta seu nome àcidade A escritora é autora do clássico Direitos das mulheres e injustiças dos homens, publicado em 1832. Escreveu poesia, ficção, ensaios e sempre procurou defender na sua escrita o direito das mulheres à educação.

Texto: Afonso Barroso

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Visita ao município de Macaíba





No dia 3 de dezembro visitamos o município de Macaíba, exclusivamente o Solar Ferreiro Torto, considerado marco zero da cidade. O lugar possui um acervo raro que nos permite viajar no tempo. Construído no século XVII, o solar serviu durante muito tempo ao Engenho Potengi, primeiro engenho da capitania do Rio Grande. Depois da invasão holandesa, que deixou o espaço em ruínas, construiu-se no século XIX um novo prédio com traços da cultura portuguesa. Deste período datam diversas histórias, inclusive a da filha do senhor de engenho que se apaixona por um de seus escravos. O episódio ficou registrado permanentemente com a estátua do escravo que foi enterrado vivo por ter se envolvido num amor proibido. Dentro da casa, o maquinário do engenho - peças imensas, que representam a tecnologia daquela época. Também é possível encontrar outros artefatos curiosos, como os móveis da família que viveu ali. Para registra um deles, destaco a cadeira para criança, que possuía dupla funcionalidade: de um jeito servia para sentar, de outro para rezar - ajoelhada sobre o móvel.
No primeiro andar do casarão, os quartos da família e outros cômodos curiosos. Existe o quarto das amas de leite, onde as escravas que estavam no período de amamentar cuidavam dos filhos do senhor da casa. Outro lugar curioso, parecido com uma toca, que comporta alguém de maneira bem desconfortável - reza a lenda - serviu para castigar escravos indisciplinados. Num dos quartos, do andar de cima, uma homenagem aos filhos ilustres de Macaíba. Neste encontram-se fotos e textos que representam figuras de grande importância para nossa cultura: Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, professor e inventor do Balão Pax; Alberto Maranhão, duas vezes governador do Rio Grande do Norte; Auta de Souza, poetisa, conhecida internacionalmente; Henrique Castriciano, professor e fundador da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.


Texto: Afonso Barroso

domingo, 21 de dezembro de 2014

Visita de estudo a Nísia Floresta

No dia 9 de dezembro, realizamos uma visita ao município de Nísia Floresta com o intuito de conhecermos o lugar onde nasceu  uma das maiores escritoras  do Brasil, a norte-rio-grandense Nísia Floresta Brasileira Augusta. A escritora, considerada o marco zero da literatura do RN e pioneira do feminismo no Brasil, nasceu em 10 de outubro de 1832, na vila imperial de Papary, atual Nísia Floresta. Obrigada a casar-se ainda menina, chocou a sociedade ao abandonar o marido e voltar para a casa dos pais. Na cidade, conhecemos o famoso baobá, árvore cuja semente foi trazida da África por escravos; a Igreja de Nossa Senhora do Ó, que teve sua construção iniciada em 1703 após, segundo reza a tradição, a imagem de Nossa Senhora ter surgido no rio, local onde hoje fica a atual igreja. Conhecemos o Museu Nísia Floresta, situado num casarão do século XIX, e tivemos como guia o Prof. Raimundo Melo, que foi apresentando a história da vida e obra da escritora. Também visitamos o túmulo da escritora, localizado no antigo sítio Floresta, onde a escritora nasceu.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Visita de estudo a Ceará-Mirim


No dia 18 de novembro, fizemos uma viagem  de estudo à cidade de Ceará-Mirim, com o intuito de conhecer in loco a história da região, terra de poetas e escritores, entre eles a memorialista Magdalena Antunes e o poeta Franklin Jorge. Ao chegar à prefeitura, fomos recepcionados pelo barão e pela baronesa de Ceará-Mirim, nossos guias na visita pela cidade e pelos canaviais, região onde ficam os antigos engenhos. Nas proximidades da prefeitura encontra-se a antiga casa do barão, o mercado público, a casa de seu filho, que fica em frente ao mercado, e a casa de cadeia, situada atrás do mercado. Em seguida, fomos visitar a Igreja Matriz, a maior igreja católica do Estado. No decorrer da viagem, conhecemos vários antigos engenhos, hoje abandonados, em ruínas, e alguns, conservados, entre eles, o Verde-nasce. O engenho Guaporé, pertencente ao Barão de Ceará-Mirim, está completamente abandonado e esquecido pelo poder público. O engenho Mucuripe permanece com todo o seu maquinário e possuí as maiores chaminés da região. As ruínas do engenho Cruzeiro, que foi o maior engenho da região, encontram-se encobertas parcialmente por terra e areia. Vimos as ruínas do Oiteiro, engenho onde a escritora Madgalena Antunes passou a infância e que dá nome ao livro de memórias de sinhá moça. Os engenhos foram, durante o século XIX e início do XX, a maior fonte da economia do Estado, respondendo por de 90% da economia norte-rio-grandense.